Lara Martins

soprano

Leonard Bernstein - Candine, "Gliter and be Gay" | 2014

 

 

Lara Martins é uma das cantoras portuguesas com maior difusão internacional da actualidade. Uma artista que alia a excelência do seu instrumento vocal a uma grande sensibilidade e talento no domínio musical e dramático. Esse perfil traduz-se na capacidade de brilhar com igual mestria no domínio do canto lírico, na ópera ou no teatro musical, onde é desde há praticamente uma década uma das principais estrelas da produção de The Phanthom of the Opera, no mítico West End de Londres.

Desenvolveu a sua formação precisamente na capital inglesa, na famosa Guildhall School of Music and Drama, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. Os seus dotes de soprano de elevado requinte cedo se evidenciaram, vindo a cantora a acabar o respectivo curso com a mais alta classificação, e sendo logo de seguida convidada para integrar o grupo de solistas do Centro Francês de Artistas líricos (CNIPAL), onde foi solista na temporada 2002/2003.

 Desde então tem encantado alguns dos mais importantes palcos europeus, acompanhada por orquestras de topo e contracenando com artistas de alto gabarito nas mais diversas vertentes musicais. O seu repertório, abrangente, é revelador de uma artista com uma versatilidade pouco usual: viaja desde Mozart até Sondheim, passando por compositores tão diversos como Donizetti, Richard Strauss, Manuel de Falla, Kurt Weill, Gershwin, Bernstein ou A. Lloyd Weber. Interpreta com a mesma naturalidade e brilhantismo diversificadas tipologias de ópera de diferentes períodos, como também a canção de câmara dos séculos XIX e XX, ou programas com algumas das mais emblemáticas melodias do cinema e da Broadway, entre outros projetos ecléticos e multidisciplinares que a sua grande plurivalência permite abraçar. Entre estes últimos destacam-se os projectos criados e desenvolvidos em parceria com o tenor Paul Ettore Tabone, Nostalgia e, mais recentemente, We Sing... Both Ways. Este último é um espetáculo eminentemente inventivo, dirigido por Gavin Mitford, em que os dois cantores contracenam e interpretam repertório de teatro musical e ópera, entre o repertório originalmente escrito para a voz de cada um, como interpelando-se com música tradicionalmente cantada pela voz do outro, num desafio constante entre os egos de cada um.

Seja no teatro de ópera, no ambiente intimista do recital de câmara, ou nos ‘musicais’, a crítica é unânime nos rasgados elogios a Lara Martins - desde o The Times ao The Observer, passando por outros importantes periódicos dos diversos países onde se apresenta – “a world-class singer”. O seu talento na ópera é recorrentemente destacado: «especially good were Lara Martins’s vivacious Princess Hirvaia», podia ler-se no The Observer, aquando da produção de Whittington de Offenbach, no Bloomsbury Theatre de Londres, em 2005. No mesmo teatro, em 2011, com Die Drei Pintos de Weber, novo êxito: «as Clarissa herself, Lara Martins revealed a touching voice» (Magazine Opera Now). Em Itália, «Applausi agli interpreti, Cynthia Jansen, Lara Martins, Marcus DeLoach, eccezionali attori-cantanti…» (Giornale della Musica), aquando da estreia no país transalpino de Julie de Philippe Boesmans no Teatro Comunale di Bolzano. E em França, onde o periódico La Marseillaise se rendeu em absoluto ao seu talento aquando da Opera Gala da Opera de Marseille em 2003: «Une voix de plus fraîches, celle de la Portugaise Lara Martins, légère e corsée à la fois, se jouant des vocalises périlleuses et una interprétation plein de charme, témoignant d’une sûreté absolue dans toutes les notes de son programme...»

A consolidar todos os pergaminhos de uma grande artista dos nossos dias, os prémios que lhe têm sido atribuídos são reveladores:  venceu o Prémio Donizetti no Concurso Internacional de Canto Jaumme Aragall (Espanha); obteve o 1º Prémio no Concurso de Interpretação de Música do Estoril/Prémio El Corte Inglés; foi galardoada com o Prémio Anne Wyburd da Guildhall School of Music and Drama;  e obteve o 2º Prémio no Concurso Internacional de Canto Vozes Ibéricas.

Na última década Lara Martins tem-se apresentado em variadíssimas produções de ópera, recitais e concertos por toda a Europa, sob a direção de grandes maestros, em salas e festivais de referência: os Teatros de Modena, Ferrara e Piacenza e o Teatro Comunale di Bolzano, em Itália; a Opéra National de Bordeaux, os Teatros de Ópera de Marselha, Toulon e Avignon, em França; o Kremlin e a Glazunov Gallery, em Moscovo; o Festival Internacional de Música Tibor Varga, na Suíça; Royal Opera House Convent Garden, em Londres; os Teatros da Trindade, Rivoli, o Centro Cultural de Belém, a Fundação Calouste Gulbenkian e o Teatro Nacional de São Carlos, em Portugal, com o qual colabora regularmente em algumas das melhores produções de ópera e canto lírico em Portugal. Na agenda de Lara Martins marcam também presença regular as apresentações em Portugal, com as principais orquestras nacionais ou em recitais nos principais festivais de música de Portugal.

Mas é em Londres, um dos grandes centros culturais mundiais, que Lara Martins brilha desde há largos anos, no papel de Carlotta Giudicelli, do musical The Phanthom of the Opera, em cena no Her Majesty's Theater. Lara Martins conquistou Londres com a sua voz, atingindo um sucesso duradouro que se reflete em constantes renovações do seu vínculo a este espetáculo, visto semanalmente por milhares de pessoas. O Her Majesty’s Theater não prescinde do seu talento e a crítica londrina assina por baixo: «...Lara Martin’s unquestionable vocal ability continue to be one of the outstanding features of the show…» (West End Frame); «Lara Martins makes an exceptional Carlotta [...] Martin’s’ control as a singer is exceptional with the result that her status as Supreme Diva is unquestioned [...] Her characterisation is perfect [...] Delicious in every respect» (British Theatre.com).

O seu talento tem sido difundido regularmente pelos media, com destaque para transmissões de concertos em direto para a RAI, Antena 2 e RTP.

A profunda sensibilidade para a interpretação nas mais diversas variantes fazem de Lara Martins, mais do que uma cantora ou intérprete, uma artista completa.

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