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PEDRO LIMA

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Pedro Lima Soares tem-se revelado como uma das vozes mais ativas, desafiadoras e pertinentes, no contexto da música contemporânea nacional. A sua música procura explorar universos sonoros próprios de um meio eclético, adjacente a alguém que cresceu a ouvir música eletrónica, hip-hop e integrou uma banda de rock-progressivo no decurso do seu crescimento. A composição dita "erudita" revelou ser a tela em branco de perfeitas dimensões, e lá se têm materializado uma série de "'investigações" tímbricas, harmónicas, estruturais, e nas suas partituras manifestam-se ideias singulares que assumem diferentes formas e expressões que variam mediante o contexto onde pretendem existir.
A relação com o texto tem sido primordial, seja na colaboração com outros escritores, ou enquanto mero processo de ignição para uma qualquer peça de música instrumental (assim diz o próprio). A colaboração que tem desenvolvido com o libretista Gareth Mattey, desde os anos vividos em Londres, é de importância cabal e tem-se revelado nas ideias, nas palavras, nas fonéticas e a na forma como todas estas interferem na concepção de um discurso musical refrescado. "Talkin(g) (A)bout my Generation" é uma celebração disso mesmo. Explorar fronteiras e (quiçá) derrubá-las tem sido uma das bandeiras no âmbito do seu trabalho e é na diversificação prolífera do que produz que tem encontrado o seu estilo e a sua voz.

Forma-se no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian com o seu primeiro mestre, Paulo Bastos. Segue-se uma jornada em Lisboa onde aprofunda os seus estudos na área da escrita musical com João Madureira, António Pinho Vargas, Carlos Caires, mas é com Luís Tinoco que desenvolve a relação mais aprofundada, prosseguindo para um mestrado dedicado unicamente à composição.
No ano de 2017 viaja para Londres onde vai completar, com distinção, na prestigiada Guildhall School of Music and Drama, o mestrado em Opera Making & Writing, sob a tutela de Julian Philips e Julian Anderson. Deste curso nasce a (feliz) colaboração com o libretista inglês Gareth Mattey, escritor com quem, desde então, tem vindo a escrever várias obras lírico-musicais.

A primeira peça que escreve para orquestra, ONCE AGAIN: Eternal Goodbyes (2015), é estreada na mítica Konzerthaus de Berlim, no ano de 2015, com apenas 22 anos. Nesse mesmo ano é finalista do “Concurso da Banda Sinfónica Portuguesa” com a sua obra Sopro do Côncavo (2015) que, desde então, já foi apresentada múltiplas vezes dentro e fora do país. Este trabalho encontra-se editado em CD pela editora portuguesa mpmp.

Vencedor do Prémio de Composição da Sociedade Portuguesa de Autores em 2016 com o trabalho (...) e tu, de mim voaste (2016); Jovem Compositor Residente na Casa da Música, na temporada de 2019, onde compõe Talkin(g) (A)bout my Generation (2019) para o Remix Ensemble obra essa que, anos mais tarde, viria a ser premiada e recomendada na categoria "under 30" (menos de 30 anos) na Tribuna Internacional de Compositores que ocorreu na Sérvia, em 2021.

Entre o catálogo de música de cena e vocal destaca-se a ópera de camara Reel Woman (2018), a ópera comunitária O tempo somos nós (2022), com jovens reclusos do Estabelecimento Prisional de Leiria e a Orquestra Gulbenkian e ainda a cantata cénica Delícia de Morangos e Chantilly (2023), numa colaboração com o Quarteto Contratempus e a Banda Sinfónica Portuguesa.

Pedro também se tem destacado em trabalhos de criação musical provenientes de parcerias alternativas, como aquela que aconteceu com o Grupo Folclórico da Corredoura (Guimarães) da qual nasceu o espetáculo O meu Velho diz que morre (2022) com coreografia de Maria R. Soares; o espetáculo LUZ (2021), performance imersiva e duracional em colaboração com Manuela Ferreira e José Álvaro Correia, ou com a composição eletrónica para o percurso audio-walk ACUSTICIDADE, projeto da Braga Media Arts em colaboração com o coletivo ondamarela.

A sua música tem vindo a destacar-se nos principais palcos nacionais e, em virtude disso, tem tido a oportunidade de colaborar com agrupamentos e artistas de renome como a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica do Porto, Orquestra Metropolitana, Orquestra de Guimarães, Remix Ensemble Casa da Música, Drumming G. P., Quarteto Contratempus, Sinfonietta de Braga, Sond'Arte Trio, Pluris Ensemble, Peter Rundel, Pedro Neves, Jan Wierzba, Martim Sousa Tavares, Baldur Brönnimann, Arte Total, ondamarela, Braga Media Arts, gnration, Theatro Circo, Centro Cultural Vila Flor, Miquel Bernat, João Lima, João Miguel Braga Simões, José Diogo Martins, Daniel Paredes, Luís Salomé, Francisco Fontes, Alex Lowe, Maria Fontes, Catarina Carvalho Gomes, Teresa Salgueiro, entre outros, e ainda Antena 2.

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